Não sei precisar o mês, nem o ano, mas com certeza, era um domingo. E pela temperatura amena devia ser inverno. Antigamente as características climáticas eram mais definidas.
E todos os domingos, íamos cedo para o clube, exceto naqueles dias amanhecidos sob temporal. Ou na verdade, presentes que inundavam minha mente de alegria com a possibilidade de fazer todas aquelas coisas que meus pais diziam que eu não estava fazendo nada.
Pois bem, voltemos àquele domingo de um certo mês de um ano qualquer de temperatura um pouco fria.
Voltávamos do clube e a continuidade de nosso rito familiar das manhãs de domingo era que, à tarde, fôssemos ao Restaurante do Cacá. E em função dos mesmos processos de hábitos e costumes, comíamos, em uma rotina continuamente igual e sem variação, uma Lasanha e um Filé à Parmeggiana.
Meu pai pagava a conta e dizia para o garçom que a lasanha estava melhor do que a da semana passada. Eu nunca tinha percebido variação alguma no gosto da Lasanha. E nem do Filé.
Mas me lembro sempre do gosto bom daqueles dias. Por isso, o de sempre, por favor.

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