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roteirista e diretor de cena

terça-feira, 23 de abril de 2013

O amor é um grande circo


O amor é um grande circo

Senhoras e senhores, a vida é um picadeiro a céu aberto, sem lona. E amar, a mais completa arte circense.
Para viver um amor, precisamos domar nossos leões. E os do outro também. É andar na corda bamba do cotidiano, sem nada nas mãos. Embora seja válido algum adereço para dar um colorido ao espetáculo, como uma sombrinha, uma caixa de bombons, flores ou um bom vinho.
É achar graça de piadas conhecidas, se divertir inocente, sem nunca fazer o outro ou ser feito de palhaço.
É confiar no atirador de facas, que mesmo de olhos vendados reconhece seu corpo como extensão de suas próprias mãos. Pode não lhe ver, mas sabe que está ali presente. Pressente.
Ou o trapezista que salta no escuro rumo ao desconhecido. Mas se joga no ar por ter a certeza que o parceiro vai estar lá, lhe alcançando em pleno voo e estendendo os braços pra  lhe segurar.
Risco de queda? Sim. Mas na entrega não pode haver medo.
É tirar algo da cartola quando tudo parece igual. 
E é. 
Porém o que faz um circo diferente do outro é a qualidade dos artistas, assim como no amor.
Amor pode ter gosto de pipoca e algodão doce. Amor com frio na barriga, divertido e preciso. O amor é um grande circo.
- Hoje tem espetáculo?
- Tem, sim senhor!
Entao, nos amemos! Corramos mais riscos.
O amor é um grande circo.

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