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roteirista e diretor de cena

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Compartilhamentos

Compartilhar. Sempre achei bonita essa palavra. Embora também me soe  redundante, meio pleonasmo. É como subir pra cima, descer lá embaixo ou minha mulher é brava... Ops... perdão, amor...  não me entenda mal, não falei de você especificamente... você não é brava, é só um pouco geniosa... mas isso é natural... coisa de mulher... e... bem, deixemos isso de lado, o leite já derramou e voltemos ao nosso assunto.
Partilhar é sempre com... inevitável. E compartilhamento em tempos digitais ganhou proporções geométricas. Algo que alguém posta em seu perfil é visto por seus amigos, alguns compartilham e mais pessoas vêem esse algo, que é compartilhado  por outras pessoas e mais e mais pessoas vêem,  outros  compartilham e  mais e mais e mais pessoas vêem, e mais e mais e mais e mais e mais...
Peço licença e faço uma interrupção, mais à frente voltarei a este assunto e compartilharei algumas coisas.
Desde que fui alfabetizado gosto de escrever. Com 8 ou 9 anos eu já tinha um caderninho de poesias. Tudo meio batatinha quando nasce,  mas eu já tinha uma leitora fiel: minha mãe.
Na adolescência percebi que alguns versos originais poderiam causar algum efeito na relação com o sexo oposto. Na verdade, nem precisavam ser tão  originais. Devo confessar que, por diversas vezes, os mesmos versos atenderam diferentes musas. Com o devido cuidado de me certificar de que elas não se conheciam, claro. Poeta preguiçoso mas não ingênuo.
Aí comecei a sentir, mais do que prazer, necessidade em escrever.
Mário Quintana disse uma vez que todo escritor acredita na valia do que escreve. Se mostra é por vaidade, se não mostra é por vaidade também. E assim, meus escritos, idéias e pensamentos ficaram guardados em gavetas espalhadas por esse mundo.
Em outro momento,  li uma frase de outro escritor, que não me lembro o nome, que não são os escritores que escolhem as idéias, são as idéias que escolhem os escritores. Pois bem, em setembro de 2011, resolvi criar um blog para divulgar meus trabalhos em vídeo e também essas idéias que, na falta de melhor sorte ou opção, por ventura me escolheram.
Uma única vez, divulguei por e-mail a criação deste espaço e desde então publico os links no facebook. Amigos generosos têm (não consigo me habituar às novas regras ortográficas e a falta de acento para mim sempre tem cara de erro), mas graciosos amigos tem compartilhado links, curtido ou apenas lido os textos. E hoje, 7 meses depois,  o blog teve 1.000 acessos. Não sei se é tão expressivo assim, mas para mim é. E muito. Inclusive pelo fato de eu ter 3 seguidores. O que me surpreende mais ainda, já que sempre achei mais provável de  ser perseguido. Pela polícia ou por ladrão. E confesso que só visitei alguns lugares porque tinha a certeza absoluta de não estar sendo seguido. Mas essa nuvem de fumaça sobre o meu passado já se dissipou, e agradeço a esses 3 heróis. E a todos que contribuíram para que este blog atingisse esse número de acesso. O que me deixou muito feliz. E vaidoso, por que não? E todo esse texto é apenas para isso: compartilhar essa alegria. Já que tudo isso só foi possível com a participação de outras pessoas, nada mais justo que compartilhemos esse momento. E viva a partilha.

2 comentários:

  1. Gosto de ler o que escreve, pois o raciocínio vai meio que dançando entre as palavras e quando percebo, Li!
    Parabéns! Bjs

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